segunda-feira, 27 de abril de 2009

Capítulo Quinto - O Início da Jornada

A floresta tinha um aminho que seguia para uma cidade desconhecida por Adriano. Durante o caminho ele lembrava de seu sonho e analisava aquelas relíquias que havia recebido. Ele estava exitante em utilizá-las e muito curioso ao mesmo tempo. Ele segurava em uma mão aquele machado grande que parecia pesado mas era muito leve e na outra mão apertava aquele apito que se prendia por uma corrente em seu pescoço.
De repente um flecha lhe acertou nas costas, na altura do ombro. A dor foi profunda mas como um bruto que ele era urrou "PUTA QUE O PARIU!" e com uma mão arrancou aquela flecha se virando para ver quem era o infeliz. Era um elfo alto, cabelos cor de ouro amarrados, com um arco armado com uma flecha mirando para Adriano:
- Não se mova bárbaro senão disparo em sua cabeça!
- Filho de uma baitôla, tá achando que é quem pra atirar em mim seu merda?!
- Sou Alf, o elfo teimoso, ladr... guardião dessa floresta e ordeno agora que me passe suas armas e seus pertences!
- Você não acha que está sendo mundo presunçoso me desafiando seu elfo afrescalhado? Te parto em dois só com as mãos - então lanço o machado na primeira árvore que viu fincado-o.
- Já disse que nada de movimentos bárbaro, minha flecha será fatal quando lhe acertar bem...
Adriano não dando ouvidos ao que o elfo falava começou a imaginar que aquela era uma ótima ocasião para testar seus novos brinquedinhos. Colocou o apito na boca e soprou, nenhum som foi ouvido. O elfo olhava e achava graça do bárbaro estar apitando até que, uma fumaça negra saiu do apito e como um redemoinho desceu ao chão se tornando uma nuvem negra e de dentro daquela nuvem saiu Angus, o cão infernal.
- Que diabo é isso! - falou o elfo tremendo.
O cão era negro, tinha olhos como chamas, grande dentes afiados, um coleira em volta do pescoço que parecia ser feita de rocha e com espinhos feitos de ossos e orelhas pontiagudas. Angus saltou em cima do elfo abocanhando seu arco, partindo-o ao meio e com as patas acertou o peito de Alf e derubou-o na grama ficando em cima dele. O elfo imóvel tremia muito e o cão que o imobilizava olhava para Adriano como quem perguntava "posso finalizar?".
- Perdão meu senhor, mil perdões! Não deixe que este animal me mate, se poupar minha vida lhe servirei por toda a eternidade!!! - gritou estericamente o elfo amedrontado.
- De que me serve uma bicha elfica como você?
- Serei seu guia, seu arqueiro, seu ladrão e tudo que o senhor precisar, por favor poupe a vida desse jovem elfo!!!!
- Angus, deixe esse fresco viver, ele poderá me ser útil, e quando não for mais eu mesmo o mato.
O cachorro saiu de cima do elfo e veio para junto do bárbaro. Chegando aos pés de Adriano, Angus o olhou com aqueles olhos flamejantes e do nada se transmutou em um cachorro normal, mais precisamente um dobermann e se aninhou aos pés de seu mestre.
Adriano estava adorando tudo aquilo, tinha um cachorro que lhe faria companhia e se transformava numa fera das trevas quando precisasse e ganhou um escravo elfo que lhe seria muito útil.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Capítulo Quarto - O Sonho



Adriano leu muito e começou a ficar sonolento, seus olhos começaram a ficar vesgos e ele acabou dormindo ali mesmo encostado na árvore. Adormecido ele começou a sonhar, mas o sonho era muito estranho, parecia ser muito real. Ele estava em um lugar sem chão, abaixo de seus pés parecia haver uma grande luz e ele andava mas não via na físico em que estivesse pisando. Lá longe havia um portão e ao lado dele um velho que tinha uma barba muito longa e se vestia com uma bata branca. Chegando perto dele Adriano perguntou quem era o velho e que lugar era aquele e o velho lhe respondeu:




" Faz tanto tempo que eu estou aqui que nem me lembro direito que lugar é esse meu filho. Se eu não me engano atrás desse portão é a terra do Chenhenhen. Antes que você me pergunte o porquê esse nome, eu não sei quem deu e sei que é assim porque lá se encontra de tudo, gente de todos os mundos, alguns chegam depois da morte, outros abrem portais, sei que aí dentro tem de tudo e é um lugar de paz, onde ninguém pode ferir outro e ninguém é dono de nada. Se quiser pode entrar jovem guerreiro"





Depois dessas palavras Adriano achava que tudo aquilo era uma loucura mas seguiu adiante, além do portão. Havia ali um vasto campo com pequenas colinas e várias pessoas vestindo batas translúcidas e todos conversando e rindo. De longe ele pôde ver uma mulher de pele morena fitando-o, rindo e caminhando em sua direção. Cada vez mais ele estranhava pois a mulher se aproximava dele com enorme felicidade, até que chegando junto a ele segurou sua mãos, lhe deu um beijo no rosto e começou a falar:





"Adriano meu filho, eu sou Urucubaca, sua mãe. Venho lhe acompanhando desde o nascimento e cada dia que se passa fico mais orgulhosa de quem você se tornou."





" Se você é minha mãe então eu estou morto também?"





"Não meu menino, eu usei a magia para lhe trazer em sonho até aqui, mas tudo isso é real. Seu pai chegou a alguns dias, nos encontramos e matamos a saudade, nesse instante ele está descansando pois a saudade era muito grande e ele gastou muita energia matando ela, he he he"





"E porque a senhora me trouxe até aqui então ó minha mãe?"





"Primeiro sempre quis me encontrar com você, e em segundo lugar meu filho, tenho que lhe apresentar a um homem que precisa de sua ajuda. Venha comigo, deixe eu lhe apresentar."





Os dois caminharam ao longo do lindo gramado. Parecia que ali a grama era mais verde que em qualquer lugar e que o sol brilhava mais que tudo. Adriano se impressionava como tudo ali era tão lindo. Sua mão apontou para ele ver um homem de bata branca, cabelos bem pretos que batiam nos ombros e lhe disse que era aquele o homem que precisava da ajuda dele.





"Meu filho, esse é Ozzy, ele que me ajudou a lhe trazer até aqui, é um grande mago que já viveu em vários mundos e quer ter uma conversa com você."





"É verdade meu jovem, preciso muito de sua ajuda. A algum tempo me mudei do planeta Terra para a terra de Brondby em busca de um pouco de paz. Na Terra as pessoas não entendem de magia e nós tínhamos que viver debaixo de máscaras. Em Brondby encontrei paz para praticar minha magia e viver com um povo pacato. As pessoas gostavam muito de mim e resolveram me eleger como governador da região de Ilshinar, isso era muito bom pois progredíamos, porém, a ira de muitos invejosos se acendeu. Tentaram várias vezes me derrubar do poder ou me matar e nunca conseguiam até que."



"Deixa eu adivinhar, seu filho o envenenou em troca de um punhado de nada."



"Sabia que a ficha cairia."



"Ficha? Que que é ficha?"



"Coisas da Terra meu filho. Continuando, você já sabe o resto dessa história e agora possui meu livro de mágicas. Espero contar com você para que vá a Ilshenar e destrua aqueles que tiraram minha vida e liberte o povo."



"Em troca de que eu vou fazer isso? Minha vida já não é nada, perdi meus pais, não tenho rumo, pra quê vou empenhar minha vida pra lhe fazer um favor?"



"Justo como as calças do augusto. Primeiramente você será rei sobre Ilshenar e a princípio lhe darei as três grandes relíquias de Brondby."



"Nunca ouvi falar nessas relíquias."



"Você receberá o machado de Erick, Machado Sangrento. Este machado lhe dará mais vitalidade, mais força e mais habilidade nos golpes, nunca quebra e nunca perde o fio. A segunda relíquia será a palheta do metal. Essa palheta pertenceu a grandes homens e ela serve para que através de movimentos certos se abram portais para outros mundos. Por ultimo e não menos importante você receberá o apito de Angus. Toda vez que você o tocar um cachorro infernal tomará forma e lhe fará companhia, ele é como uma fénix que morre e ressurge. Então, o que você me diz?"



"Essas relíquias não são grande coisa a meu ver, mas podem ajudar em alguma coisa. Já o reino é algo a se pensar então, eu concordo em lhe ajudar, quando começo?"



"AGORA!"



Adriano se acorda com um grande susto, não entende nada e começa a lembrar do sonho. A princípio acha que havia fumado muita erva danada para que ele tivesse tido todas essas alucinações, mas quando olha para o lado, vê um grande machado fincado na terra. O machado de guerra tinha lâminas nos dois lados, era todo cravejado de pedras preciosas e com inscrições em uma lingua estranha que ele não conseguia ler. Em seu pescoço havia um cordão de prata com algo pendurado. Era um apito também de prata e muito brilhoso. em seu bolso algo fazia volume. Adriano colocou a mão e remexeu até axar. Era um objeto triangular de material que ele não conhecia, aquilo deveria ser a tal palheta do metal sobre a qual Ozzy havia falado. Depois de ver esse três itens ele caiu em si que aquele sonho havia sido real.
O bárbaro se levante e pega sua mochila, mas sente que ela está mais pesada. Ele a abre e começa vasculhar para ver se existe mais alguma surpresa entro dela, então acha um pedaço de couro enrolado. Depois de desenrolar ele percebe que aquilo era um mapa indicando o caminho para se chegar até Ilshinar. O caminho não seria nem fácil nem rápido, mas Adriano estava disposto a se tornar rei, jogou a mochila nas costas e se pôs a caminhar.










quarta-feira, 22 de abril de 2009

Capítulo Terceiro - Onde o Imperador ganha o livro


Passaram-se duas semanas sem que o Imperador falasse uma unica palavra. Ele mantinha o xamã preso por uma corrente amarrada ao pescoço e o arrastava sem nenhuma pena. A cada três dias deixava que o desprezível ser se alimentasse das sobras de suas refeições. Ele não queria matar aquele velho, queria deixa-lo fraco, apenas mantê-lo vivo, para que o service de algo.

Um dia de sol, enquanto atravessavam uma floresta de árvores altas de grandes copas que faziam uma ótima sombra, Adriano se sentou e acendeu uma fogueira. Ele trazia em sua bolsa cerveja e pedaços de carne de uma onça que ele havia matado. Abriu a cerveja e deu um gole longo, depois, espetou pedaços da carne da onça na espada que fora de seu pai e a colou no fogo. O cheiro da carne queimando era muito bom. Adriano havia aprendido com seu pai a cortar a carne muito bem. Ele tirava pequenos pedaços e passava perto do rosto do homem que estava a três dias sem comer. O xamã lhe olhava com uma cara de pidão misturada com choro. Adriano então, depois de repetir esse ato várias vezes começou a falar:

- Afinal, quem eram vocês ou velho idiota?

O velho se recusou a falar e continuou calado. Adriano disse que ou ele falava ou perdia os dentes, o velho então cuspiu nos pés do bárbaro e logo em seguida o bábaro lhe deu um soco na boca e disse:

- Agora cospe os dentes também velho imbecil! Começa logo a falar!

- Me cahmo Borgartyr, sou um velho da terra de Ilshenar que por saber alguns truques de magia consegui arrebanhar alguns guerreiros idiotas para me servir. Eu e meu grupo que você devastou andavamos errantes matando e saqueando pois eram as únicas coisas que sabiam fazer para viver.

- Que tipo de magia você é capaz de praticar? Deve ser muito fraco pois a dias está preso a uma corrente e não se livra dela, hua hua hua.

- Pode rir, eu realmente sou uma vergonha. Meu pai era um grande mago, o maior que eu conheci, ele manipulava magias de todas as escolas, era um homem bom e sem ambição, nunca usou seu poder a favor de si mesmo. Por muito tempo ele tentou me treinar para ser igual a ele mas era em vão, eu só queria saber de roubar e aprender truques para trapacear os outros. Se eu o tivesse seguido hoje seria grande e rei sobre muitos. Como grande mago que era, meu pai tinha vários inimigos mas nenhum conseguia o destruir. Certo dia um homem me viu na rua fazendo truques para ganhar algum dinheiro e me perguntou quem eu era. Quando lhe respondi quem eu era e quem era meu pai ele ficou muito interessado e me perguntou se eu estava interessado em ganhar uma boa quantia de ouro, na hora claro que disse que sim, sempre fui apaixonado por riqueza, então o homem me perguntou se eu teria coragem de matar meu próprio pai. Ele me disse que ninguém conseguia esse feito porém meu pai nunca duvidaria de mim e com a morte de meu pai ele dominaria sobre o povo e eu teria meu lugar entre os senhores da terra.

- Presumo eu que você como idiota que me parece deve ter aceitado.

- Aceitei. Meu pai realmente nunca desconfiaria. Meu pai era cego com relação a mim, sempre tinha esperanças que eu amadureceria. Então eu o matei da maneira mais singela possível, evenenando-o.

- E onde está seu ouro e seu reino? Só vejo um velho estúpido caindo aos pedaços.

- Ninguém me pagou porcaria nenhum. Invadiram minha casa, levaram tudo que meu pai possuía e a mim restou apenas o livro de magias dele e a fama de traidor. Passei o resto da minha vida vagando, fazendo truques, arrembanhando guerreiro retardados e roubando.

- E você não conseguil aprender nada com o livro do seu pai?

- Nunca nem abri direito, as únicas magias que conheço são de cura e fazer fogos de artifício.

- E onde está o livro?

- Vejo que está interessado.

- Diz logo seu trapo onde está esse livro!?

- Este livro é tudo que me sobrou.

- Não quero saber, te dou um pedaço de carne por esse livro.

- Magnífico, estou morto de fome e essa poraria de livro nunca me serviu de nada mesmo - respondeu Borgartyr enquanto tirava o livro de dentro de seu robe e o entregava a Adriano.

O Imperador pegou o livro da mão do velho e jogou a carne em sua cara. O velho devorava a carne enquanto Adriano apreciava aquele livro. O livro tinha uma capa de couro flexível sem inscrições e não aparentava ter mais de duzentas páginas mas a medida que se passavam as páginas pareciam que mais iam aparecendo e sem dúvida alguma o bárbaro já tinha passado mais de mil. Adriano lia bem pois aprendera durante a viajem com seu pai.

Depois de alguns minutos o bárbaro olhou para o velho e lhe perguntou:

- E aí? Se deliciou com a carne?

- Estava esplêndida meu senhor!

- Pois foi sua útima refeição velho imbecil! - bradou o bábaro levantando seu machado e fincando-o bem no meio da cabeça do velho. Naturalmente o velho caiu morto com os olhos arragalados, uma cara de assombro e a lingua para fora da boca.

Depois disso Adriano sentou-se novamente e tornou a ler o livro do mago, tomar sua cerveja e palitar os dentes.



quarta-feira, 1 de abril de 2009

Capítulo Segundo - Mó viajem




Adriano crescia e mostrava que seria um bom guerreiro. Suas brincadeiras eram sempre com armas e defendendo algo. Sempre estava inquieto pois não gostava de viver no frio e dizia que a vida na neve era muito sem graça.


Quando fez dezessete anos seu pai lhe disse que viajariam para conhecer a terra de sua mãe. Entusiasmados os dois prepararam seus mantimentos pois a viagem era muito longa e o caminho era perigoso.


Depois de alguns dias partiram caminho afora. O dia estava nublado como de costume o a viagem não parecia que seria fácil. Primeiro tiveram de enfrentar o frio em campo aberto da terra do norte. Várias vezes foram atacados por matilhas de lobos ferozes e famintos mas Theodorico com a ajuda do pequeno Adriano se divertiam nas batalhas. O menino ia cada vez mais aprendendo a lutar e se tornando eficiente com a espada.


Depois de passarem por toda a terra gelada Entraram nas savanas. Adriano nunca tinha visto açgo igual, durante toda a sua vida só conhecera paisagens em branco. Ao se deparar com zebras, elefantes e girafas ficava cada vez mais surpreso. Ele ia aprendendo tudo que via nas culturas diferentes pelas quais passava.


Um dia muito ensolarado, Adriano já estava na idade de vinte e um anos, enquanto caminhavam e conversavam sobre suas aventuras, de longe, viram um bando de homens de pele escura, vestidos só de tanga, com as cabeças raspadas, lanças nas mãos e com cara de nada amigáveis. Theodorico logo tirou sua espada da bainha e o mesmo fez Adriano.


Realmente os homens que eles viram de longe não estavam para conversa, já começaram a arremessar suas lanças de longe. Os dois nórdicos se esquivavam e corriam sem medo rumo aos inimigos, seus reflexos eram muito bons. Quando se chocaram a horda de nativos foi um baque, Teodorico e Adriano saiam derrubando com suas armas os seus inimigos. A luta não era fácil por conta da quantidade em que eram os outros comparado apenas aos dois. Adriano e seu pai cortavam cabeças muito rapidamento e os corpos iam caindo e o sangue era absorvido pelo solo rapidamente.


Em um momento em que braço de Teodorico já estava cansado, um homenzinho pequeno e careca pulou em sua cacunda e com uma adaga furou seus olhos. O velho bárbaro urrou e arrancou aquele pequeno homem de suas costas e apoiando as costas dele em seu joelho o partiu no meio.


Adriano virou-se para seu pai quando ouviu o urro e viu vários daqueles homens pequenos pulando em cima do bábaro cego. Com uma fúria que só os bábaros conhecem, como um berserker, Adriano partiu em direção a seu pai rodando seu machado e decepando todas as cabeças que via pela frente, quase sem parar para respirar, com uma fúria nunca vista antes, até que percebeu que não estava mais batendo em nada e tudo que sobrara além dos corpos sem cabeça foram seu pai e um pequeno xamã que parecia ser o líder daquele bando e estava num canto com muito medo, encolhido e tremendo.


Adriano levantou um pouco a cabeça de seu pai. O velho já estava vendo uma luz azul que estava se transformando em vermelho quando disse:


- Filho, faça da sua vida algo muito melhor que a minha. Não se prenda a lugar nenhum como eu fiz, viva tudo que puder, beba todas até cair e quando cair continue bebendo deitado. Alcance o máximo de poder que puder, mate todos aqueles que se colocarem no seu meio. Meu filho, conquiste o mundo.


Depois disso Teodorico morreu, com a lingua para fora da boca com baba escorrendo e os olhos abertos. Adriano chorou muito alto e gritou. Pegou a espada que era de seu pai e a colocou na garganta do xamã que se tremia.


- Não vou te matar agora seu filho de uma rapariga. A morte seria muito bom para você, antes de seu descanço no inferno você será meu escravo, só vai falar quando eu quiser, só vai comer quando eu quiser e vai sofrer muito mais do que já imaginou em toda sua vida.

Capítulo Primeiro - Onde o Imperador Nasce






Teodorico Thor era um velho bárbaro solteirão que tinha passado toda sua vida sendo o guardião da tribo de Rosemborg nas terras geladas do norte. Nunca acontecia nada por lá, afinal, quem além dos loucos do norte andariam por terras onde só se via o branco da neve e onde lobos andavam em bando sedentos por carne.
Teodorico, nosso único conhecido até então, estava fazendo sua ronda pelas redondezas da aldeia, o céu não estava nem um pouco limpo, não se podia ver o sol naquele dia, os poucos pinheiros cheios de neve e o vento soprando forte. Ele já sabia que no máximo encontraria lobos, quando de repente, avistou de longe uma pessoa estranha cambaleando e caindo com a cara na neve. O bárbaro saiu disparado correndo em direção ao corpo, não estava muito fácil correr com o vento e a neve daquele dia, alcançando o alvo, levantou a cabeça da criatura que estava fincada na neve e viu que se tratava de uma mulher, uma mulher de pele escuro e de feições bem diferentes da de seu povo. Teodorico lançou a mulher por cima de seu ombro, ela não era muito pesada, e começou a andar a caminho da aldeia.
Na aldeia Teodorico levou a mulher para sua tenda, tirou suas roupas, enrolou ela com várias peles e a colocou deitada ao lado da fogueira. Sentado ficou mo canto da tenda, olhando aquela pessoa estranha que dormia e se tremia muito de frio.
Passadas algumas horas ele a viu abrir os olhos. A mulher aparentava estar assustada por não saber onde estava e ver aquele bárbaro a sua frente, mas estava tão fraca que não conseguia fazer nenhum movimento. Teodorico se achegou para mais perto dela e lhe perguntou quem ela era. A mulher falava muito mal a língua do norte mas ele conseguia entendê-la. Gaguejando ela implorava que ele não lhe batesse, e se fosse bater que a matasse logo, Teodorico tentava acalmá-la dizendo que não iria lhe fazer mal algum e que ela deixasse de ser burra que se ele quisesse ela morte teria a deixado morrer na neve. Ouvindo as palavras brutas daquele homem mas sentindo que ele era verdadeiro a mulher começou a lhe contar sua história.

"Meu nome é Urucubaca, sou das terras do sul, onde existem florestas densas e onde faz sol o ano inteiro. Sou da tribo dos Urucuns, filha do chefe, o grande Boitatá. Fui capturada por bárbaros do norte, da tribo Filkir, eles eram muito parecidos com o senhor. Estes bárbaros estavam em uma expedição nas nossas terras procurando por um tesouro e me acharam desprevenida tomando banho de cachoeira. Não tive como fugir, eles me capturaram e me fizeram escrava deles, eu lavava, cozinhava mas ainda bem que não fui abusada por eles, eles me respeitaram."

"Me trouxeram com eles para estas terras mas quando chegamos à aldeia deles, suas mulheres não aceitaram a minha presença e então fui expulsa da aldeia e andei errante por essa terra branca sem conhecer nada, até que com frio e fome não aguentei e desmaiei e agora estou aqui."

O velho lobo solitário ficou com pena da moça e disse a ela que a levaria de volta a sua terra quando o inverno passasse, ou seja, dali a seis meses, enquanto isso ela poderia viver na tenda dele que ele a protegeria de qualquer infortúnio.

******

Passaram-se os dois primeiros meses e Urucubaca se adaptou à vida na aldeia. Todos os dias ela preparava as refeições de Teodorico e arrumava a tenda que nunca soubera o que fora organização antes. O bárbaro estava cada vez mais transformado, agora conversava com todos, estava mais educado e menos rude. Uruca, como o bárbaro a chamava, contava histórias sobre suas terras e Teodorico cada vez se interessava mais em conhecê-la.

Em um feio dia de inverno, como era de costume naquelas terras, Teodorico veio de sua habitual ronda com muita fome. Ao entrar na tenda sentiu um cheiro muito bom de carne assada mas, quando levantou os olhos não foi a carne que assava acima da fogueira que lhe chamou a atenção. Havia uma grande banheira de madeira (se alguém souber o nome me diga) onde ele costumava se lavar uma vez ao mês. A banheira estava cheia de água quente fumegante e dentro dela estava Uruca, relaxando com metade das perna e dos braços para fora.

- Não tinha uma hora melhor para se banhar!? - berrou o bárbaro.

- Não tinha não senhor, se fosse em outra hora o senhor não estaria aqui - respondeu a mulher com um voz muito suave.

- O que você quer dizer com isso!? - perguntou o bárbaro desconcertado.

- Quero dizer que não aguento mais esperar uma iniciativa sua, venha logo para dentro dessa banheira e deixe eu lhe um banho que você nunca mais se esquecerá!
- Mas eu não estou com vontade de tomar banho. Está muito frio.

- Deixa de ser burro seu bárbaro, entra aqui preu poder me entregar a você.

Só assim, depois dessa insistência, Teodorico entendeu o que Urucubaca queria dele, a moça havia se afeiçoado ao bárbaro que a salvara e queria que a transformasse em mulher.

Teodorico estava um tanto quanto enferrujado, desde sua juventude não sabia o que era mulher. Ele até já havia namorado uma de sua tribo mas depois que descobriu que ela o traía com todos da aldeia vizinha resolveu que viveria só. Mesmo assim ele teve uma longa e prazeirosa relação com Uruca, essa por sua vez ainda não tinha conhecido esses tipos de prazeres.

Depois de dois dias e duas noites dentro da tenda eles apareceram denovo na aldeia. As pessoas vieram perguntar a Teodorico o que havia acontecido que ele havia sumido e ele explicou a todos que de agora em diante Urucubaca era sua esposa. A grande maioria já esperava isso, afinal os dois moravam debaixo da mesma tenda.

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Dois meses depois do acontecido veio uma surpresa. Urucubaca comia tudo que via pela frente e sua fome nunca acabava, além disso, sua barriga estava crescendo estranhamente. A mulher do chefe da aldeia, que era a curandeira, matou a charada em uma única olhada, Urucubaca estava grávida e Teodorico seria pai.

Aquilo tinha sido um choque para ele que nunca imaginou em viver com alguém e muito menos em ter um filho. Depois desse dia o bárbaro não deixava sua mulher fazer mais nada e cuidava dela com o máximo de atenção que podia. Devido à gravidez ele adiou a viagem que fariam a terra de Uruca.

******

Cinco meses mais tarde (dessa vez não foram só dois!) Urucubaca deu a luz a um menino. O menino já nasceu forte, trombudo, entroncado e com cara de marrento. O parto havia sido muito complicado e Uruca não estava reagindo bem e quando percebeu que sua vista escurecia, que havia uma luz lá longe num túnel escuro, que seus começavam a ficar juntos, chamou seu marido e disse:

- Cuide bem de nosso filho e quero que o nome dele seja de um antigo imperador de meu reino.

- Pois diga logo antes que não tenha mais tempo! - esbravejou o bárbaro como de costume.

- Seu nome será Adriano, o imperador.

Depois disso ela faleceu, de olhos abertos mesmo, com metade da língua para fora de sua boca e seu marido chorou sua morte em cima de seu corpo. Chovia e trovoava muito naquele dia.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Prefácio

Neste blog escreverei meu romance a respeito de um mundo fantasioso. A princípio postarei esboços sobre este mundo ainda sem nome e dos personagens. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Sempre viajei muito na maionese. Gosto muito de tudo que se relata ao mundo medieval, sou fã de Neil Gayman, Bernard Cornwell e jogava RPG quando menor (até uns 22 anos, hehehehe). Também gosto muito do universo Márvel e sou um leitor assíduo de livros que envolvam fantasia e história medieval.
Uma vez eu estava lendo o Pistoleiro de Stephen King - aquele da saga da Torre Negra - e logo no início o King falava que desde que leu o Senhor dos Anéis tinha a vontade de assim como o Tolkien criar um mundo paralelo e suas histórias nesse mundo. Bem, ele criou a Torre Negra, mas isso não é particularidade do King, o Gaiman criou a Muralha e a Fortaleza da Tempestade entre outros. Pois bem, antes até de conhecer o Tolkien eu tinha essa vontade porque imagino que essa vontade seja inata de quem viaja muito, como eu. Grandes autores de histórias de fantasia escrevem suas idéias em hambientes reais como a Anne Rice em New Orleans, Paris e etc. A Stephen Meyer escreve suas histórias em Forks lá nos EUA. Como eu só conheço o Brasil e acho que para se escrever uma história ambientada em uma cidade você deve conhecê-la bem, os unicos lugares que conheço bem são Fortaleza, João Pessoa, Brasília e Garanhuns (terra do presidente Lula e da minha amada esposa). Nada melhor do que um mundo fantasioso que sai da minha cabeça e que este sim eu conheço a fundo.
É evidente que existirão muitas coisas que parecem com mundo real ou histórias de outros afinal nossa criatividade precisa de alimento para produzir mais. Não conheço autores que não leiam muito e não tenham seus mestres inspiradores.
Espero que gostem, se não gostarem azar o seu que eu não escrevo pra agradar, hauiahuiaha!